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Rota dos Povos Tupinambás

Os senhores do litoral fluminense no século XVI: da Baía de Guanabara à Região dos Lagos, e o recuo para a serra após a Guerra dos Tamoios.

Os Tupinambás eram os senhores do litoral fluminense no século XVI e uma das maiores nações indígenas do Brasil pré-colonial. Viviam em dezenas de aldeias fortificadas (tabas), da foz do Rio Macaé até o atual litoral paulista, dominando toda a Baía de Guanabara e a Região dos Lagos. Exímios navegadores, cruzavam baías, manguezais e lagoas em canoas velozes, vivendo da pesca e do cultivo da mandioca.

É por isso que seu rastro aparece em tantos municípios fluminenses de hoje: onde havia uma grande taba ou um ponto de parada das canoas, nasceu depois um povoado colonial. Na colonização, uniram-se aos franceses na Confederação dos Tamoios; derrotados na Baía de Guanabara em 1567, os sobreviventes recuaram em massa para o interior, subindo a Serra do Mar e ocupando as margens do Rio Paraíba do Sul — o que espalhou sua presença pelo Médio Paraíba e pela Região Serrana.

A própria geografia recortada do Rio, de municípios pequenos e colados uns aos outros, reflete esse povo seminômade: uma única linhagem rotacionava roças e áreas de caça por terras que hoje somam cinco ou seis cidades vizinhas. Os caminhos que abriam na mata viraram, séculos depois, as estradas, vilas e engenhos dos colonizadores. Da capital a Cabo Frio, de Angra e Paraty (reduto do cacique Cunhambebe) até a subida da serra, esta é uma rota da maior potência indígena que o Rio já conheceu.

Municípios desta rota